Alta variará entre R$ 0,05 a R$ 0,10 por litro, segundo o Sindicombustíveis

1442Na noite desta terça-feira, a Petrobras anunciou que o preço do diesel nas refinarias de todo o País terá um reajuste de 5% a partir de hoje (06/03). De acordo com a estatal, o reajuste foi definido de acordo com a política de preços da companhia, “que busca alinhar o preço dos derivados aos valores praticados no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo.”

Para o presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, o reajuste não deve demorar muito para chegar até o bolso da população. “Eu acho que esse impacto vai ser sentido já a partir desta quarta-feira. Os postos não têm como segurar o valor como era. Por causa da baixa rentabilidade, o repasse vai ser meio que imediato”, destaca.

De acordo com Fregonese, até então, os valores do diesel em todo o Estado variavam entre R$2 e R$ 2,10. A partir desta quarta, os três tipos deste combustível disponíveis no Brasil – o S 1.800, S 500 e S 10 – poderão ter um aumento que varia entre R$ 0,05 a R$ 0,10 por litro.

Já de acordo com o Luiz Carlos Podzwato, superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga no Paraná (Setcepar) o aumento vai impactar diretamente os custos nos fretes de todo o País e prejudicar de imediato as empresas de transporte, que dificilmente terão condições de repassar o reajuste total para o mercado.

Além disso, Podzwato aposta que, com o reajuste anunciado, a variação no preço dos fretes pode chegar a subir cerca de 3%. “As cargas de baixo valor agregado, como a da soja, do milho e do adubo, por exemplo, serão mais afetadas. Acho que esses são pontos fundamentais desse impacto, porque as empresas terão muita dificuldade em negociar o repasse do reajuste”, explicou.

O aumento anunciado é o segundo para o combustível do ano, após a estatal ter elevado em 30 de janeiro os preços da gasolina e do diesel, em 6,6% e em 5,4%, respectivamente. Este é o quarto aumento do diesel desde o início de 2012. A gasolina teve dois aumentos no mesmo período. O reajuste de janeiro provocou o primeiro impacto no bolso do consumidor desde 2005 – desde lá, o governo optava por abrir mão na arrecadação da Cide (imposto federal dos combustíveis) para anular a alta nos postos. No fim de 2012, o imposto foi zerado e não pode mais compensar os reajustes.

Da Gazeta do Povo