Empresa pretende acelerar entregas de veículos para atender prazos

Desde terça-feira o banco só está recebendo novos pedidos de financiamento pela modalidade simplificada do PSI, na qual as operações já foram contratadas pelos agentes financeiros e as notas fiscais dos produtos já foram emitidas. As solicitações devem ser protocoladas no BNDES até 13 de dezembro, mesma data estabelecida como limite para o encaminhamento dos pedidos de liberação dos recursos na modalidade convencional, que dependem de aprovação prévia do banco de fomento.
Conforme o executivo, a carteira da Randon é \”confortável\” e supera com folga posição observada neste mesmo período de 2012, quando as encomendas se estendiam por dois meses e meio. Para fazer frente às mudanças que restringem o fluxo das operações do PSI, a empresa pretende \”acelerar as entregas\” de produtos até 13 de dezembro e buscar juntos com os clientes outras linhas de financiamento, como o Finame tradicional.
Apesar do clima de incerteza, o diretor confia que não haverá cancelamentos significativos de pedidos. \”Não será um desastre\”, acredita. De acordo com ele, a expectativa do setor é que o governo normalize as operações do PSI até dezembro, inclusive com a definição das taxas de juros para 2014, ainda que em patamar superior aos atuais 4% ao ano. O mais importante é garantir a \”regularidade e previsibilidade\” da linha de financiamento, acrescentou o executivo.
Outra consequência da alteração nas regras foi a paralisação temporária da elaboração dos \”guidances\” (projeções de desempenho) da Randon para o ano que vem. \”Parou tudo\”, afirmou Santa Catharina. Até as mudanças no PSI, a empresa estimava crescimento \”suficiente para absorver a inflação\” nos segmentos de caminhões e implementos rodoviários no ano que vem, graças principalmente à agricultura e aos investimentos em infraestrutura, com efeitos positivos no desempenho das fabricantes de autopeças do grupo.
Do Valor Econômico





