O programa Move Brasil 2 tem impulsionado a renovação de frota no transporte rodoviário de cargas e se consolidado como uma das principais ferramentas de acesso ao crédito para transportadores que enfrentam um cenário de juros elevados. Na Scania Serviços Financeiros, os números mostram a força dessa nova fase.
Segundo Oscar Jaern, em apenas três semanas de operação, o banco já protocolou 943 operações, somando R$ 923 milhões em financiamentos. O volume praticamente alcança o resultado obtido em toda a primeira fase do programa, quando a instituição movimentou cerca de R$ 1 bilhão em três meses.
“O Move Brasil tem sido uma ferramenta importante para acelerar a renovação de frota no país. Mais do que números, ele representa uma oportunidade concreta para os transportadores modernizarem suas operações com taxas muito mais competitivas”, afirma Jaern.
Além disso, o executivo destaca que o interesse cresceu significativamente. Enquanto o Move Brasil 1 elevou em cerca de 60% as solicitações de crédito, a segunda fase dobrou essa demanda.
Move 2 renova frota do pequeno frotista
Um dos pontos que mais chamam atenção nesta nova etapa é o perfil de quem está buscando crédito. Diferentemente da percepção de que grandes transportadoras seriam as principais beneficiadas, a realidade mostra o contrário.
De acordo com Jaern, 75% das operações realizadas no Move Brasil 2 envolvem a compra de apenas um caminhão, reforçando o alcance do programa entre pequenos transportadores.
“Cerca de 80% a 85% da nossa análise de crédito é voltada para clientes de varejo, ou seja, empresas e transportadores que operam poucas unidades. O Move potencializou essa tomada de decisão”, explica.
Na prática, isso significa que pequenos e médios frotistas, que muitas vezes adiam a troca do veículo por conta do custo financeiro, passaram a enxergar uma janela estratégica para investir.
Para esse perfil, o limite de até R$ 50 milhões do programa acaba sendo muito mais representativo do que para grandes grupos que compram em escala.
E o caminhoneiro autônomo?
Embora o programa ainda tenha barreiras naturais relacionadas à documentação e análise financeira, a Scania reforça que o caminhoneiro autônomo também está no radar.
Segundo Fábio D’Angelo, diretor comercial do Scania Banco, o banco analisa propostas de pessoas físicas sem qualquer restrição por serem autônomos.
No Move Brasil 2, inclusive, há uma fatia específica de R$ 2 bilhões destinada justamente para esse público, permitindo o financiamento tanto de veículos novos quanto seminovos.
“O autônomo é um cliente em potencial. Não existe restrição por ser pessoa física. Cada operação é analisada individualmente”, destaca D’Angelo. Esse ponto é importante porque mostra uma abertura maior para um perfil historicamente mais desafiado na hora de buscar crédito.
Mais tecnologia, mais eficiência e mais segurança
Outro fator que pesa na decisão de compra é o salto tecnológico. Para os executivos, a renovação vai além da taxa atrativa. Com caminhões mais novos, o transportador ganha em eficiência energética, redução de custos operacionais e segurança.
Isso porque os modelos atuais já chegam equipados com sistemas ADAS, motores mais eficientes e tecnologia embarcada que ajudam tanto na condução quanto na gestão da operação.
Além disso, o programa exige veículos dentro dos padrões de emissões mais modernos, acelerando a substituição de caminhões antigos por modelos Euro 6. “Quando se troca um caminhão antigo por um Euro 6, há um ganho importante na redução de emissões, mas também em segurança e produtividade”, reforça Jaern.
Solução completa vai além do financiamento
A estratégia da Scania Serviços Financeiros, no entanto, vai além do banco. A marca trabalha com um ecossistema completo de soluções para o transportador.
Entre os produtos estão o financiamento tradicional, consórcio, locação e corretora de seguros e linhas verdes para veículos a gás. O consórcio, segundo os executivos, tem se tornado uma ferramenta importante dentro das soluções financeiras diante do cenário de juros altos. Hoje, a carteira do banco gira em torno de R$ 15 bilhões, enquanto o consórcio administra valor semelhante.
No consórcio, apesar de uma leve desaceleração momentânea por conta da forte procura pelo Move Brasil, a avaliação é positiva. O produto segue como ferramenta estratégica para planejamento de renovação de frota no médio e longo prazo. Além disso, a marca aposta em ações de relacionamento exclusivas, como sorteios de caminhões, programas de sucessão familiar como o NextGen e experiências internacionais voltadas à capacitação dos clientes.
Crédito especializado faz diferença
Para Jaern, o grande diferencial de um banco de montadora está no conhecimento profundo do setor. Enquanto bancos comerciais atendem diferentes segmentos, a operação financeira da Scania vive exclusivamente o transporte.
“Essa expertise permite ajudar o cliente a organizar melhor sua operação financeira. Não financiamos apenas um caminhão. Entendemos o negócio do cliente e buscamos oferecer uma solução completa para ele crescer com sustentabilidade”, conclui.






