De olho na demanda por componentes mais sustentáveis para a fabricação de pneus no mercado mundial, a companhia química Lanxess anunciou nesta quarta-feira (05/10), em São Paulo, que iniciará a produção no Brasil da borracha EPDM (Etileno Propileno Dieno) derivada da desidratação do etanol. Até então, este componente – bastante utilizado pela indústria automobilística, incluindo o segmento de pneus – era fabricado com matérias-primas a base de petróleo.
Segundo a companhia, a demanda por este tipo de produto deverá crescer no próximo ano, já que passará a vigorar na União Europeia uma legislação de rotulagem de pneus, exigindo borrachas de alta performance com componentes sustentáveis. Neste cenário, a companhia prevê que os chamados “pneus verdes” passem a representar 50% de todo o volume produtivo no planeta. Hoje, de tudo o que a indústria de pneus produz, 35% são considerados sustentáveis.
Ainda segundo a empresa, a procura por este tipo de componente deve crescer ainda mais nos próximos anos, já que medidas semelhantes à adotada por países europeus estão em discussão no Brasil, nos Estados Unidos e na China.