Caminhoneiros estão enfrentando muitas dificuldades nas estrada durante a pandemia que atingiu o mundo nos últimos meses. Com os decretos estipulados pelo governo muitos estabelecimento foram obrigados a fechar as suas portas. Assim, ficaram sem opções para fazer as refeições e pequenos reparos nos caminhões por conta das borracharias.
Outra dificuldade é encontrar equipamentos de segurança como o álcool em gel e máscara de proteção.


Eder Oliveira, Igarapé/MG, conta que o medo é grande de ter contato com o virus pela exposição. “As minhas viagens são curtas, Minas Gerais e São Paulo. Então tenho mais contato com a família e por esse motivo estou com medo de contrair o virus e transmitir para eles”, afirmou.
Para Eder muito estão na estrada pois não podem parar, afinal as contas continuam chegando. Mas confessa que a situação está complicada. “Na estrada não tem ninguém. Praticamente só tem caminhão. Mas com isso ficamos sem apoio algum. Não tem restaurante, borracheiro. Algumas entrada de cidades fechada. Sei que é o procedimento correto. Mas fica complicado. Sempre fui contra os motoristas que se colocavam como vitima mas agora realmente a situação está bem complicada. Falta sensibilidade das autoridades”, disse.

“Tentei também os mercados, quase todos fechados. Por sorte encontrei um mercadinho para abastecer o caminhão com alguns mantimentos. A coisa está feia. Os comércios de beira de estrada tudo fechado. Restaurante não dá para entrar. Temos que aguardar a marmita do lado de fora a marmita. Oficina mecânica, auto elétrica, loja de peças tudo fechado”, contou.
Glaydson disse que o motorista está sendo considerado um “transmissor do vírus”. Conta que entrou no mercado para fazer a feira e as pessoas pareciam preocupadas e incomodadas com a minha presença. “Fico pensando nos colegas que não tem a caixa cozinha”.
Outro alerta é sobre a falta de fiscalização nas rodovias. “Os postos fiscais deveriam oferecer ponto de apoio para os motoristas. Estamos levando os produtos e ajudando o país mas estamos abandonados”.


Daniel mandou uma imagem dos comércios fehcados nos postos ao longo da viagem de Maranhão até Pernambuco.


Abcam lista providências para ajudar caminhoneiros
Em entrevista dada ontem (24/03) ao Canal Rural, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) José da Fonseca, disse que os motoristas de caminhão estão passando necessidades na estrada. Fonseca disse que se reuniu com vários sindicatos da categoria porque algo deve ser feito para melhorar a logística. O dirigente destacou que nada que foi divulgado que seria feito pelo governo para os motoristas está sendo cumprido.
Em sua lista ele inclui liberação dos postos de pedágio e distribuição de máscaras, álcool gel, como havia sido discutido com as concessionárias de rodovias. O dirigente destacou ainda que muitos motoristas que já estão com a caixa cozinha vazia estão enfrentando sérias dificuldades.
Ele se refere principalmente aqueles que estão parados em frente empresas e não podem descarregar porque falta funcionários para receber os produtos transportados. Fonseca disse ter recebido o relato de uma empresa onde 25 motoristas de caminhão não conseguem descarregar porque a metade dos funcionários está parada por conta do COVID-19.
Ainda de acordo com Fonseca, as empresas não estão dando qualquer apoio aos motoristas. Segundo o dirigente, também já falta alimento para motoristas que estão sem pontos de apoio nas estradas. (JG)







