Apenas no ano passado, quase cinco mil pessoas foram atropeladas
Durante todo o ano passado, 4.676 pessoas foram atropeladas nas rodovias federais de todo o País. Desse total, 1.366 chegaram ao óbtio. O Paraná tem o maior número de mortes: 182. Em seguida vem Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. De cada dez mortes, três acontecem em trechos em que há passarelas.
Para ter uma ideia, apenas na Régis Bittencourt são 57 passarelas entre São Paulo e o Paraná. A maioria delas fica em lugares urbanos. Mesmo assim, no ano passado, 176 pessoas foram atropeladas. Um terço dos casos aconteceu a, no máximo, 300 metros das passarelas.
Na Rodovia dos Imigrantes, no litoral paulista, ciclistas e pedestres invadem a pista. A passarela é ignorada. A travessia da pista também faz parte do dia a dia de quem vive à beira da Via Anchieta, que liga São Paulo à Baixada Santista. Invade-se a pista para catar latinhas. O acostamento vira calçada. As duas estradas ganharam barreiras de concreto, cercas com plantas e alambrados. Mas não adianta.
“Eu acho que isso é até uma questão de política pública. De educação mesmo. De a gente inserir nas escolas campanhas públicas, de ensinar os jovens para que esses jovens nos ajudem a influenciar os adultos”, avalia o diretor superintendente da concessionária, Helvécio Tamm.
Um levantamento feito em rodovias federais que cruzam os estados do Paraná, São Paulo, Rio e Minas apontou que a construção de passarelas e campanhas educativas diminuíram em 34% as mortes por atropelamento nos últimos quatro anos. Mas ainda tem gente que se arrisca, achando que ganha tempo.
Do G1





