Após garantir que não revogará o aumento de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre veículos importados, a presidente Dilma Rousseff definiu uma equipe – liderada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterio, Fernando Pimentel – para negociar um regime diferenciado para as montadoras estrangeiras que instalarem fábricas no país. Ao que tudo indica, estas empresas serão beneficiadas com um imposto menor desde que instalem unidades no Brasil e se comprometam com um cronograma para atingir no médio prazo 65% de componentes locais.
Segundo um assessor presidencial ouvido pelo jornal Folha de S. Paulo, a ideia é que existam dois regimes: um para montadora sem fábrica no país, com IPI mais alto; outro para empresas já presentes no Brasil ou em processo de instalação.
Nesse segundo caso, quem já cumprir a exigência de produzir carros com 65% de componentes nacionais ficará isento do aumento de IPI. Quem estiver instalando fábrica deve ter um modelo escalonado ainda em discussão na Receita Federal.
A elevação do tributo foi anunciada no dia 15 de setembro. A alta foi de 30 pontos percentuais nas alíquotas de carros e caminhões que tenham menos de 65% de componentes nacionais. Antes, o IPI sobre os importados variava de 7% a 25% e, com a medida, passou para 37% a 55%.

Fonte: Folha de S. Paulo