Em apenas um ano, o prejuízo causado pelas quadrilhas especializadas em roubo de cargas cresceu 45,8% no Rio Grande do Sul. De caminhões que trafegavam em estradas gaúchas desapareceram R$ 70 milhões em mercadorias, ao longo de 2007

Alimentos e bebidas estão entre os produtos mais visados pelos criminosos, segundo levantamento do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga no Rio Grande do Sul (Setcergs) realizado com associados. De acordo com o sindicato, alguns minimercados e armazéns da Região Metropolitana e da Serra são o destino da mercadoria roubada.

A conta deste crescimento da ação dos criminosos acaba sendo paga pelos consumidores.

\”Quando aumenta o prejuízo com os roubos, elevam-se os custos do frete, e isso afeta, diretamente, o preço dos produtos transportados\”, afirma Sérgio Gonçalves Neto, presidente do Setcergs.

Em alguns produtos, como medicamentos e eletrônicos, o frete chega a representar 30% do preço ao consumidor.

Sérgio explica que os assaltos levaram algumas transportadoras a aplicar, no último ano, até 12% do seu faturamento em medidas de proteção e seguro das cargas. Há seis anos, o investimento dificilmente ultrapassava os 4%.

Quem não gasta com segurança acaba fora do mercado, pois não consegue segurar suas cargas com as corretoras.

Por Evilazio Oliveira