
A retração do segmento de caminhões era aguardada pelos fabricantes em razão do baixo desempenho e sinais que o mercado vinha apresentando desde o início do ano passado, a começar pela demora na oficialização do PSI (Programa de Sustentação do Investimento) pelo BNDES. Outro ponto levado em conta, no decorrer dos meses seguintes, foi a desaceleração da economia brasileira, de modo que as 65.296 unidades registradas no fechamento do primeiro semestre – contra 74.369 do período anterior – apontavam queda de 12,20%. Na ocasião, a Federação Nacional da Distribuição dos Veículos Automotores (Fenabrave) estimava que o ano de 2014 enceraria com 132.500 caminhões licenciados, uma retração maior do que a que aconteceu de fato.
O segmento de pesados foi um dos que mais perderam emplacamentos em 2014, caindo de 55.886 unidades para 47.428, redução de 15,1% em relação ao período anterior. Os semipesados atingiram a marca de 45.236 unidades, 5,6% menos do que as 47.943 do ano anterior. Semileves e leves caíram 267,5% e 15,7% respectivamente. Já os modelos médios foram os únicos a apresentar resultado positivo, com crescimento de 5,0%. Em relação à produção total de caminhões, saíram das linhas de produção das fábricas 139.965 unidades, 25,2% abaixo das 187.089 montadas em 2013. Os modelos pesados foram os mais produzidos, com 51.100, unidades, enquanto os semipesados atingiram a marca de 50.474, menos 28,8% em relação ao volume do ano anterior.





