A duplicação dos 28 quilômetros de estrada da Rodovia dos Imigrantes (MT-407) deve demorar cinco anos para ser realizada. Por enquanto, a pista que compõe o lote de 855 quilômetros da BR-163 concedidos pelo Governo Federal à Rota do Oeste, empresa da Odebrecht TransPort, irá passar por uma operação emergencial, com a cobertura de buracos, sinalização e reorientação de algumas vias de acesso. As obras emergenciais na rodovia estão previstas para começar a partir de julho porém o cronograma exato ainda depende dos processos de licenciamento ambiental.
A rodovia -também chamada de contorno de Cuiabá –  compreende o trecho entre o trevo do Lagarto, em Várzea Grande, e a BR-364, na altura da Penitenciária Central (antigo Pascoal Ramos), na capital. Cerca de 25 mil veículos de carga e carros de passeio trafegam diariamente pela rodovia, que possui apenas duas faixas de rolamento. Por causa dos problemas, que vão desde buracos, desníveis na pista a falta de acostamento, muitos motoristas acabam adentrando nas duas cidades sem contar os riscos de acidentes.
A concessão da BR-163 em Mato Grosso para a Rota do Oeste vai da divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Km 0) até o município de Sinop (km 855, incluindo o perímetro urbano do município). Neste intervalo, caberá à empresa executar as obras de duplicação, recuperação e conservação do asfalto de 453,6 km distribuídos nos seguintes trechos: da divisa de MT com MS até o trevão de Rondonópolis, do Pascoal Ramos até o trevo do Lagarto e do Posto Gil até Sinop. Durante os 30 anos de concessão, a previsão de investimento é de R$ 5,5 bilhões. Deste total, 2,8 bilhões deverão ser aplicados nos primeiros cinco anos de concessão, quando se concentra a maior parte dos trabalhos de infraestrutura. Neste período, o investimento anual médio é de R$ 500 milhões.
Fonte: Diario de Cuiabá