Alto nível de atividades nas empresas aponta período de recuperação

O Grupo Randon divulgou na tarde de ontem (28/02), em Caxias do Sul/RS, o balanço de suas operações durante o ano de 2012, o qual apresentou receita bruta 5,35 bilhões de reais, resultado 16,2% inferior aos 6,35 obtidos em 2011. Entre os motivos apontados para a queda se destacam a redução da produção e vendas de caminhões no País por conta da tecnologia Euro V de emissões e também à maior dificuldade para obtenção de crédito aos agentes financeiros.  A receita líquida consolidada do exercício também apresentou queda, e fechou em R$ 3,5 bilhões, 15,7% menos que no anterior (R$ 4,2 bilhões). O lucro líquido consolidado atingiu R$ 42,6 milhões no exercício, 84,2% menor que o apurado em 2011, assando, a margem líquida (lucro líquido x receita líquida) de 6,5% no ano anterior para 1,2% em 2012.

O presidente das Empresas Randon, David Abramo Randon, disse não se esperava um ano tão ruim como foi 2012, mas destacou que agora o momento está muito bom nas empresas e  que o Grupo já está preparado para este novo momento. Sua expectativa para 2013 é de retomada do ritmo de crescimento, com incremento acima de 15% em receitas e recuperação de margens. “A safra recorde e os investimentos públicos, além da elevação dos investimentos privados serão vetores importantes para a elevação da demanda por veículos comerciais este ano”, detalhou David Randon. O diretor e vice-presidente das empresas Randon acrescentou que apesar de 2012 ter sido o pior dos últimos 10 anos, o Grupo manteve a média de crescimento de 10% ao ano e que 2013 começou com alto nível de atividade, de uma maneira totalmente adversa do desempenho do período anterior. “Começamos o ano embalados”, concluiu.

Entre os três segmentos de negócios do Grupo, veículos e implementos (,Randon S.A. Implementos e Participações, Randon Argentina S.A., Randon Implementos para o Transporte Ltda. e Randon Brantech Implementos para o Transporte Ltda) respondeu por 52,8% da receita líquida companhia em 2012, sendo que os veículos rebocados (implementos) representaram 76,4%. Vagões ferroviários 14,4% e veículos especiais 9,2%.