
Para o presidente da associação, Alcides Braga, a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de acabar com o PSI/Finame praticamente encerrou o ano de 2015 com dois meses de antecedência. “A queda este ano pode chegar a 45% ou mais”, afirma. Na última semana de outubro o CMN reduziu em R$ 30,5 bilhões os recursos destinados a aquisição de bens de capital no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento, PSI. A medida também estabeleceu a data de 30 de outubro como limite para a entrada dos protocolos de financiamento no BNDES o que representou na prática o fim dessa modalidade de crédito.
“O programa (PSI) é um dos sustentáculos da maioria dos negócios do setor de implementos rodoviários e a medida tomada pelo CMN deverá agravar o quadro atual de queda no setor”, afirma Mario Rinaldi, diretor Executivo da ANFIR. Diante do fato consumado do fim do PSI a ANFIR defende a volta da modalidade do Finame calculada a partir da TJLP – Taxa de Juros de Longo Prazo. Nesse formato o BNDES empresta os recursos com custo da TJLP mais um spread que historicamente fica próximo a 1% ao ano, além da taxa de intermedição dos agentes financeiros que pode ser de até 4% ao ano.





