
De acordo com Hermínio, o compartilhamento de dados do caminhão com as polícias vai identificar o veículo se ele passar nos portais auxiliar no combate ao crime de roubo de caminhões. “Se o veículo passar por qualquer um dos portais da ANTT, a passagem será acusada desde que o roubo ou furto já tenha sido comunicado às autoridades”, acrescenta.
Diumar Bueno, presidente da CNTA – Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, destaca que esse sistema de rastreamento eletrônico poderá integrar outros sistemas importantes para atividade do caminhoneiro autônomo que hoje dificilmente são fiscalizados, como o pagamento eletrônico de frete. O ponto de fiscalização é parecido com radares e deverão ser instalados 53 pontos em cinco anos. A meta, de acordo com informações da ANTT, é cobrir 75 das estradas mais importantes do País.
“Sempre lutamos pela maior formalização do setor e isso muitas vezes era incompreendido pelo próprio caminhoneiro por achar que uma maior fiscalização visava sempre penalizá-lo”, detalhou Bueno. Ainda de acordo com ele, só o fato de o motorista não precisar ser parado nos postos de fiscalização já é um ganho, pois era ele que sempre acabava punido aumentando o tempo da viagem.
O recadastramento obrigatório começa em setembro, e deve durar um ano e meio (de setembro de 2015 até março de 2017). O último recadastramento obrigatório pela ANTT foi realizado em 2009 após publicação de nova resolução e teria validade até maio de 2014. Desde essa data, a validade dos registros obrigatórios vem sendo sistematicamente prorrogada.





