Durante a SAE Brasil 2004, o gerente de engenharia de projetos da International Engines South America, Fausto Neves, divulgou que testes realizados pela empresa, em parceria com o Ladetel e o IPT, revelou que não existe barreira técnica que impossibilite a utilização da mistura de 2% e 5% de biodiesel etílico de soja aditivado ao diesel. Fausto informou também que os motores não apresentaram mudanças significativas em relação a performance (torque, potência e consumo específico). De acordo com os testes com 25% de biodiesel também não foi registrada alteração significativa em performance, mas houve uma redução de material particulado e aumento das emissões de Nox (óxido de nitrogênio). “Nas medições com 100% de biodiesel foram indicadas alterações de performance e de emissões (redução de material particulado, não proporcional ao aumento de Nox), o que indica a necessidade de uma calibração específica para o uso do biodiesel puro, o que já era esperado”, analisa Fausto. As amostras de biodiesel, produzidos pelo Ladetel, foram enviados pela International à Siemens, na Alemanha. Os resultados da pesquisa comprovaram a adequação do combustível às exigências da norma de qualidade européia.





