A paralisação dos carreteiros, que começou na segunda-feira, foi oficialmente encerrada à meia-noite de ontem no Rio Grande do Sul, por orientação da organização nacional. Projetada para durar 72 horas, a greve acabou um dia antes do previsto. Segundo o presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Fecam), Éder Dal’Lago, 75% dos profissionais autônomos gaúchos aderiram à paralisação. “A mobilização foi satisfatória, pela grande adesão, por ter sido pacífica e por fazer a sociedade tomar conhecimento da obrigatoriedade de aplicação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) na manutenção das estradas”, afirma Dal’Lago. O dirigente diz que se o governo federal não colocar o dinheiro da Cide nas rodovias, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) irá ingressar com uma ação na Justiça para garantir a devida aplicação da contribuição. “Os objetivos da paralisação foram alcançados, de trazer a público o fato do governo federal não aplicar a Cide na infra-estrutura de transportes, no subsídio do álcool e do gás e nos programas de proteção ao meio-ambiente e ao transporte urbano”.
O percentual de adesão ao movimento, considerando todo o País, foi de 35% e atingiu 12 Estados. O Rio Grande do Sul, com 95% do transporte afetado, foi onde houve maior adesão da categoria, conforme informações do Sindicato dos Transportadores de Cargas do Estado (Setcergs).