A crise financeira que atinge o Rio Grande do Sul tem reflexos nas obras de construção ou recuperação de estradas, principalmente em razão de uma dívida superior a R$ 100 milhões com empresas da construção pesada, conforme informação do presidente do Sindicato da categoria, Ricardo Portela. Segundo ele, a crise atingiu em cheio o setor, e todas as obras que estavam sendo executadas com recursos do Tesouro estão prejudicadas em razão da prioridade dada pelo governador Germano Rigotto ao pagamento do funcionalismo, em atraso desde o começo do mês.
O empresário lembra que o setor da construção pesada também tem folha de pagamento para saldar e compromissos com fornecedores de insumos. Portela não falou na extensão das estradas em que são realizadas obras e nem sobre eventuais demissões de trabalhadores em razão da diminuição do serviço ocasionada pela falta de dinheiro do Estado.