Seis montadoras acabam de apresentar ao governo brasileiro planos para se instalar no País e atingir gradualmente o índice de nacionalização de 65%. Com isso, as empresas pretendem escapar do aumento de 30 % do IPI sobre modelos importados, que começará a ser cobrado em dezembro. As propostas variam, mas todas começam com índices de nacionalização na casa dos 10%, e sugerem aumento de componentes nacionais ao longo do tempo. A mais ousada se compromete a chegar aos 65% em três anos. Ela aposta que, se não conseguir, o governo pode cobrar retroativamente o IPI mais elevado sobre suas importações. Outros planos prevêem atingir o índice em cinco anos. Todas sustentam que é impossível começar a produzir no país com um nível de componentes nacionais já tão elevado. Para não pagar mais IPI, as marcas também devem realizar no Brasil seis entre 11 etapas de produção e investir pelo menos 0,5% de suas receitas brutas em pesquisa e desenvolvimento. O governo ainda não divulgou como será o regime alternativo para as novas montadoras. E há possibilidade de que ele sequer seja criado.
Fonte: O Tempo – MG





