O Volvo FH B100 Flex vem ganhando espaço no transporte rodoviário brasileiro como uma solução prática para acelerar a descarbonização. Desenvolvido para operar tanto com biodiesel puro (B100) quanto com diesel convencional, o Volvo FH B100 Flex surge como alternativa para transportadoras que buscam reduzir emissões sem mudar drasticamente a rotina operacional.

Além disso, o caminhão é classificado como um NEV (New Energy Vehicle), ou seja, um veículo de nova energia, reunindo a robustez já conhecida da linha FH com uma tecnologia exclusiva de motorização flexível. Dessa forma, o modelo consegue operar com diferentes proporções de combustível, oferecendo mais flexibilidade para o transportador.

Segundo Jeseniel Valério, essa versatilidade é justamente um dos grandes diferenciais do produto. “Quando abastecido com biodiesel puro, a redução nas emissões de CO₂ do poço à roda pode chegar a 90%, dependendo da origem e do método de produção do biocombustível”, afirma o executivo.

Como funciona o Volvo FH B100 Flex

Na prática, o funcionamento do Volvo FH B100 Flex é muito semelhante ao de um caminhão convencional abastecido com diesel S10. No entanto, a diferença está em alguns componentes específicos, como conexões entre tanque e motor, sensores dedicados e, principalmente, no software de injeção.

Volvo FH B100 FlexEsse sistema, por sua vez, identifica automaticamente a mistura de combustível presente no tanque e ajusta a combustão para garantir eficiência, desempenho e conformidade com a legislação de emissões Euro 6.

Segundo Jeseniel, o grande diferencial está justamente nessa inteligência embarcada. “O grande segredo está no software de injeção. É ele quem controla todo o sistema e permite que o caminhão opere com economia muito próxima à de um modelo diesel convencional”, explica.

Volvo FH B100 Flex atende diferentes aplicações

Outro ponto importante é a versatilidade de aplicação do Volvo FH B100 Flex. A tecnologia está disponível em configurações 4×2, 6×2 e 6×4, com potência entre 380 e 500 cavalos.

Além disso, o sistema pode ser aplicado em diferentes famílias da marca, como FM, FMX e FH. Isso amplia as possibilidades de uso em operações urbanas, regionais e de longa distância.

No caso das unidades entregues recentemente para a Potencial Biodiesel, por exemplo, os caminhões foram configurados para operações de longa distância. Com isso, conseguem alcançar autonomia superior a 2.500 quilômetros graças à instalação de tanques adicionais.

Ainda assim, com a tancagem original, o modelo já oferece até 2.000 quilômetros de autonomia.

Volvo FH B100 Flex já soma mais de 300 caminhões vendidos

Desde 2024, a Volvo já contabiliza mais de 300 unidades do Volvo FH B100 Flex entre entregas realizadas e pedidos em carteira.

Esse avanço mostra que, cada vez mais, o mercado enxerga o biodiesel como uma solução viável para acelerar a transição energética. Ao mesmo tempo, permite reduzir emissões sem depender exclusivamente de novas infraestruturas, como eletropostos ou corredores de hidrogênio.

Volvo FH B100 Flex reduz emissões de carbono

Sem dúvida, um dos maiores diferenciais do Volvo FH B100 Flex está na sua pegada ambiental. De acordo com dados da Volvo, enquanto o diesel S10 emite, em média, 3,04 kg de CO₂ por litro consumido no conceito “poço à roda”, o biodiesel B100 registra média de apenas 0,66 kg.

Na prática, isso representa uma redução de aproximadamente 78% nas emissões de carbono. Além disso, esse índice pode chegar a 90% quando o biocombustível é produzido dentro de uma cadeia produtiva mais limpa, ampliando ainda mais o impacto ambiental positivo.

Além da tecnologia B100 Flex, a Volvo reforça que grande parte das soluções embarcadas no caminhão foi desenvolvida no Brasil. Entre elas está o I-Torque, sistema de gerenciamento inteligente de torque baseado em inteligência artificial, que analisa peso da carga, topografia, velocidade e aceleração para otimizar o consumo de combustível.

Volvo FH B100 Flex pode ser financiado pelo Fundo Clima

Outro fator que fortalece a adoção do Volvo FH B100 Flex é a possibilidade de financiamento por meio do programa Fundo Clima, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

A linha oferece juros mais baixos para a compra de caminhões com emissões reduzidas, tornando o investimento mais competitivo para transportadoras que desejam modernizar suas frotas.

Leia mais 
O diesel vai acabar?