Entidade prevê a mudança da tarifa de praça fixa por quilômetro rodado
Uma ação inédita da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) poderá resultar em mudanças no pedágio e em melhoria do trânsito de veículos na rodovia BR-101. A primeira proposta pretende substituir a cobrança de pedágio nas praças fixas pelo critério de quilômetro rodado.
Um estudo que se encontra na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) revela que apenas 10% dos usuários da BR-101 pagam pedágio no Estado. Cerca de 90% dos veículos circulam pela estrada, mas entre as praças e, portanto, estão livres da tarifa.
O presidente da comissão, Mario Cezar de Aguiar, também vice-presidente da Fiesc, anunciou a formação de uma comissão com representantes da entidade, do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-SC), da Autopista Litoral Sul, da Federação das Empresas de Transportes de Cargas e Logística (Fetrancesc) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC), para avaliação criteriosa sobre medidas concretas e prioritárias que podem ser adotadas no trecho concedido da BR-101 até Paulo Lopes.
A comissão técnica vai identificar onde estão os principais entraves e as opções: terceira faixa, vias marginais, campanha de educação dos motoristas ou até isenção de pedágio para caminhões que viajarem só de madrugada.
A BR-101 tem graves problemas de congestionamento em vários trechos. Na área concedida, destaca-se Florianópolis. Em Itajaí, o cenário vem se agravando todos os meses pela ausência da via portuária e pela confluência com a BR-470.
O contrato de concessão da BR-101 termina em 2032. Vários trechos com grande concentração de veículos já registram congestionamentos a qualquer hora do dia. O único contorno previsto é o de Florianópolis.
Do Diário Catarinense





