Acessos a portos e terminais operam acima da capacidade

Alguns terminais estão operando acima da capacidade. Os caminhões, sem ter como entrar nas empresas, param nas estradas. Apesar das prefeituras de Santos e de Guarujá terem multado os terminais, os problemas ainda permanecem. Aessos estão fechados para tentar amenizar os congestionamentos. Mesmo depois de enfrentar fila, o trabalho dos caminhoneiros não termina por causa da falta de previsão para descarregar.
Outro local com dificuldades é o sul de Mato Grosso. No terminal ferroviário de Alto Araguaia, centenas de caminhões estão parados. Uma fila de 60 quilômetros se formou na BR-364, no trecho entre Alto Araguaia, onde fica o terminal ferroviário, e o município de Alto Garças. Cerca de dois mil caminhões esperam para descarregar a carga de grãos. O pátio da empresa que administra o local, a ALL, está com lotação máxima.
Carretas carregadas com 50 toneladas de soja em Sapezal, no meio-norte do Mato Grosso, levam três dias a mais para fazer a descarga nos Portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). A viagem de 2,2 mil quilômetros, que há dois anos levava seis dias, ficou mais demorada este ano em razão das precárias condições das estradas e do gargalo nos portos.
Como consequência da demora dos veículos para retornar já existe registro de falta de caminhões e com isso o custo do frete dobrou e absorve 27% do valor da soja na região, uma das principais produtoras desse grão no Estado. Mato Grosso lidera a produção nacional de soja que, nesta safra, chegará a 66,3 milhões de toneladas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
“As estradas estão em péssimas condições e os caminhões viajam em comboios, com velocidade reduzida”, afirmou o produtor e presidente do Sindicato Rural de Sapezal, Claudio José Scariote.
Para o operador Joel Soares, coordenador de logística de uma das maiores transportadoras de Rondonópolis, na região sul do Mato Grosso, o principal gargalo está nos portos. “Uma carreta perde de 24 a 30 horas na descarga, o que é um absurdo”. Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as estradas não comportam o volume de caminhões.
Com informações G1 e Globo Rural





