Trocar de caminhão é o objetivo de muitos motoristas autônomos. Com um veículo mais novo, a expectativa é conseguir cargas melhores, rodar com mais segurança e gastar menos com manutenção.
Mas dar esse passo exige planejamento. Antes de fechar qualquer negócio, é fundamental pesquisar, fazer contas e entender qual modalidade de compra se encaixa melhor na sua realidade.
Hoje, as três formas mais usadas para comprar caminhão são: CDC, Finame e Consórcio. Cada uma tem vantagens e desvantagens.
Não existe a melhor opção para todo mundo. Existe a opção que faz mais sentido para o seu momento. Pesquisar, comparar e se planejar é o caminho mais seguro para trocar de caminhão sem comprometer a saúde financeira.
Trocar de caminhão: qual modalidade escolher?
O CDC (Crédito Direto ao Consumidor) é hoje a forma de financiamento mais procurada pelos caminhoneiros na hora de trocar de caminhão. Isso porque é mais rápido, tem menos burocracia e exige menos documentos em comparação com outras linhas, como o Finame.
Nessa modalidade, o banco ou a financeira paga o caminhão à vista para a concessionária, e o caminhoneiro passa a pagar parcelas fixas para a instituição. O caminhão já sai no nome do motorista, porém fica alienado ao banco até o fim do contrato.
Vantagens do CDC
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Aprovação mais rápida
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Menos burocracia
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Pode financiar caminhão novo e usado
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Não depende de programas do governo
Desvantagens
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Juros mais altos que o Finame
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Normalmente exige entrada maior
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Prazo de pagamento menor
As taxas variam bastante conforme o banco, o perfil do cliente, o valor financiado e o prazo. Uma dica importante é negociar com o banco da própria montadora, que muitas vezes oferece taxas melhores ao contratar seguros junto.
Já o Finame é uma linha de crédito com recursos do BNDES. Por isso, costuma ter juros mais baixos e prazos maiores que o CDC.
Recentemente, o governo lançou o programa Move Brasil, voltado para caminhoneiros autônomos, cooperativas e frotistas. Dentro desse programa, o Finame oferece condições atrativas, como:
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Taxas a partir de 1,05% ao mês
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Financiamento de até 100% do valor do caminhão
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Prazo de até 60 meses
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Carência de 3 a 6 meses para começar a pagar
Isso permite ao caminhoneiro rodar com o caminhão antes de iniciar o pagamento das parcelas.
Vantagens do Finame
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Juros menores que o CDC
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Prazo maior para pagar
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Condições especiais com o Move Brasil
Desvantagens
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Mais burocracia
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Exige documentação financeira organizada
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Normalmente não financia caminhão usado
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Depende da disponibilidade de recursos do governo
Para quem sabe esperar e não tem pressa, o consórcio é uma boa opção. Ele não é um financiamento, e sim uma compra planejada.
Funciona assim: um grupo de pessoas paga parcelas mensais e, todo mês, alguém é contemplado por sorteio ou lance. Só depois disso o caminhoneiro pode comprar o veículo.
Vantagens do consórcio
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Não tem juros (apenas taxa administrativa)
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Parcelas menores
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Prazos maiores
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Pode comprar caminhão novo ou usado quando for contemplado
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Não precisa dar entrada
Desvantagem
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Não há garantia de quando você vai pegar o caminhão
Por isso, o consórcio não é indicado para quem tem urgência.
Profissionalização ajuda na aprovação do crédito
Independentemente da modalidade escolhida, o caminhoneiro precisa comprovar renda.
Cartas de agregamento, contratos de prestação de serviço e comprovantes de fretes realizados ajudam muito na aprovação do crédito. Além disso, é fundamental não ter restrições financeiras no mercado.
Antes de financiar, faça as contas
O caminhão é o instrumento de trabalho do autônomo. Por isso, antes de assumir uma dívida longa, é importante avaliar se você conseguiria manter os pagamentos caso aconteça algum imprevisto.
Planejamento é essencial.
Usar o caminhão usado como entrada é uma boa estratégia
Dar o caminhão usado como entrada pode facilitar muito a compra do novo. Isso reduz o valor financiado, diminui as parcelas ou encurta o prazo de pagamento.
Além disso, rodar com um caminhão mais novo reduz o risco de paradas para manutenção e aumenta a disponibilidade do veículo para o trabalho.
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