
A reinvindicação dos “bauzeiros” é que aumente o valor do quilômetro rodado, pelo qual recebem hoje entre 1,40 e 1,50, enquanto o ideal seria R$ 2,00, segundo um motorista. “Nós tínhamos uma pauta com 13 reivindicações e 11 já foram aprovadas, porém, a mais importante para nós, que é o aumento do quilômetro rodado, ainda está em discussão”, disse o motorista Flávio Barbosa, um dos coordenadores do movimento. Ele acrescentou que já foi feito um pedido para que o frete fosse aumentado para R$ 2,13 o quilômetro rodado e após duas reuniões no sindicado nada foi resolvido ainda.
O que irá determinar o início ou não da greve será o resultado de uma reunião marcada para hoje à tarde na ABICAM – Associação dos Caminhoneiros, em São Paulo, entre representantes dos carreteiros e dos empresários das transportadoras.
Caso não se chegue a um acordo, a parada deverá acontecer ainda hoje, pois grupos de motoristas estão postados em vários pontos da rodovia Belém-Brasília, Pará e Maranhão esperando a decisão da reunião. As cargas que saem de Manaus seguem por apenas dois caminhos: pela rodovia Pará-Maranhão e Belém-Brasília.
Uma viagem de ida e volta entre Belém e São Paulo, por exemplo, tem cerca de 6.000 quilômetros, no total, e os motoristas recebem hoje R$ 8.500,00, sendo que consomem 2.500 litros de óleo diesel, que na média de R$ 2,15 cada litro chegam ao gasto com combustível de R$ 5.500, sobrando R$ 3.000,00 para eles e suas despesas pessoais e outras que surgirem. Os motoristas recebem das empresas transportadoras, que os contratam para transportar as cargas e é com elas a briga.





