As vendas nas carteiras de seguros de transportes estão em fase de crescimento no Brasil, ao menos é o que afirma Angelo Colombo, diretor de grandes riscos da Allianz Seguros.  Segundo o executivo, o aumento do consumo doméstico, as obras de infraestrutura no País, além das precárias condições de transporte e o roubo de cargas são os principais motivos para a alta nas comercializações. \”No Brasil a fatia do transporte é maior, proporcionalmente, do que em outros países. A gente tem um fator maior que é o roubo de cargas. Até existe em outros países, mas não na mesma intensidade que aqui\”, disse Colombo. Já Ariel Couto, diretor comercial da RSA Seguros, explica as dificuldades para o transporte das obras em usinas eólicas .  \”Nesse caso, tudo é relacionado aos equipamentos e o transporte é crítico pelo tamanho deles\”, aponta Couto. André Guidetti, gerente da LIU, divisão de riscos especiais da Liberty Seguros, destaca o risco dessas cargas atravessarem locais sem segurança  e cita como exemplo a construção da hidrelétrica de Santo Antônio do Jari, no Rio Jari, na divisa entre Pará e Amapá. Para o presidente no Brasil da Willis, José Otávio, neste atual momento de crescimento da demanda doméstica por consumo, o risco de transporte ganha vulto. \”O risco não é só no transporte de cargas. Mas de roupas, equipamentos eletrônicos, comida, cigarro.\” A fatia de participação dos riscos de transporte cresce e já é de 15% do volume de prêmios da Willis.

Fonte: Valor Econômico