Dados divulgados nesta segunda-feira (30/01), pelo Instituto de Estatísticas e Censos (Indec), revelam que a balança comercial argentina registrou déficit de US$ 4,242 bilhões no ano passado se comparado aos resultados brasileiros, índice 20% maior do que o contabilizado em 2011. Ainda no mesmo período, o envio de produtos brasileiros ao país subiu 22% para US$ 21,944 bilhões, enquanto as exportações ao Brasil aumentaram 23%, a US$ 17,702 bilhões.
As relações comerciais entre os dois países passam por mudanças, o governo da Argentina anunciou no começo desse mês que a partir de 1º de fevereiro, novas medidas para autorizar importações no país serão adotadas. O anúncio despertou preocupação em empresas brasileiras. A FIESP (Federação de Indústrias de São Paulo) afirmou que vai pedir uma audiência com a presidente argentina, Cristina Kirchner, para negociar estas medidas. \”Contamos com que o governo brasileiro faça pressão, mas paralelamente, devemos encontrar alternativas, de forma criativa e amiga\”, disse o presidente da federação, Paulo Skaf.
Desde o ano passado, a Argentina tem atrasado – às vezes por mais de 60 dias – a liberação de licenças de importação para o Brasil de bens de consumo como automóveis, partes e peças, máquinas agrícolas, calçados e alimentos. Em resposta a prática, em janeiro deste ano a presidente Dilma Rousseff autorizou a retenção nos portos das remessas de carros argentinos, que só começaram a ser liberados quando os estoques barrados começaram a lotar os pátios. A previsão é que se nada mudar, o Brasil passe a responder com medidas semelhantes às barreiras argentinas, como fez no ano passado, quando pôs automóveis, partes e peças no regime de licença não automática.

Com informações da France Presse