Em reunião com prefeitos paranaenses, Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), disse que uma maneira para conseguir a duplicação da BR-227 seria “queimar praças de pedágio”. Na ocasião, o diretor – que ocupa a segunda mais importante posição no Ministério dos Transportes – exemplificou sua ideia dizendo que os indígenas, quando querem ser ouvidos pelo governo federal, fazem protestos e acabam muitas vezes sendo atendidos. Nesse ponto, Pagot ressaltou que a forma para conseguir a duplicação da rodovia seria pedir a substituição da concessionária, ou partir para atitudes mais radicais. “Então tem que queimar praça de pedágio”, disse aos prefeitos. Por meio de sua assessoria de imprensa, o órgão afirmou que o diretor-geral não iria se pronunciar sobre o tema e que suas declarações estavam dentro de um contexto e que não podiam ser entendidas isoladamente. A fala, segundo o comunicado, seria uma espécie de ironia de Pagot, tendo em vista a dificuldade da população em obter as obras que considera necessárias. No entanto, para a ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), a declaração representa uma incitação à desobediência civil. “Ficamos chocados e indignados com uma declaração deste tipo por parte de uma autoridade”, afirmou João Chiminazzo Neto, diretor da associação no Paraná. A declaração de Pagot foi feita na sexta-feira passada (27/05), na Associação de Municípios do Oeste do Paraná (Amop), em Cascavel.

Fonte: Gazeta do Povo