A manifestação dos carreteiros autônomos de São Paulo, que transportam combustível na capital, continuará nesta terça-feira (06/03). Ao menos é o que garante nota emitida pelas entidades que representam a categoria. No primeiro dia de protesto (realizado ontem) 100% da categoria aderiu o movimento, segundo os sindicatos, e nenhum caminhão transportou combustível na cidade de São Paulo.
A estratégia das entidades que representam os profissionais autônomos (Sindicam-SP, Abcam e Sinditanque) de parar primeiro as categorias que tem maior impacto no abastecimento do município já apresenta os primeiros impactos. Na tarde de ontem, o Comando da Manifestação constatou que alguns postos na zona Oeste e Sul já apresentavam desabastecimento. “O mais importante é que outros segmentos importantes também aderiram ao movimento, tais como os transportadores de terraplanagem, os caminhões Muck, os hortifrutis, entre outros”, destaca o presidente do Sindicam, Norival de Almeida Silva.
No início da tarde de segunda-feira, 05, o líder do sindicato entrou em contato com o Secretario Municipal dos Transportes, Marcelo Cardinale Branco. “Falei com ele sobre a gravidade da situação e sobre as sugestões da categoria para o fim da manifestação. Depois de ouvir atentamente, o secretário se comprometeu em discutir o assunto com os diretores do órgão e da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e voltar a nos procurar”, garante.
Nesta terça-feira, a categoria manterá a paralisação dos transportadores de combustível – que visa o desabastecimento da cidade de São Paul. Além disso, a manifestação deverá abranger novos segmentos, como os transportadores autônomos que abastecem super e hipermercados, material de construção, guinchos, entre outros. “A intransigência das autoridades municipais tem levado vários segmentos a aderirem à manifestação”, esclarece Norival.