Após dois dias de greve, o Sindicam (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens do Estado) decidiu acatar a decisão da Justiça para a retomada da distribuição de combustível em São Paulo. Na manhã desta quarta-feira (07/03) diversos postos de gasolina ainda tinham falta do produto. O Sindicato já encaminhou uma cópia da liminar (decisão provisória) para as bases de motoristas de caminhão para que todos retornem ao trabalho, mas destacou que eles têm autonomia para acatar ou não. A multa é de R$ 1 milhão para quem decidir descumprir a ordem. De acordo com informações do presidente do Sincopetro (Sindicato dos postos de São Paulo), José Alberto Gouveia, mesmo com a volta imediata do abastecimento, seriam necessários cerca de cinco ou seis dias para a normalização. Em outra decisão, a Justiça concedeu uma liminar ao Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes) que garante o direito de livre trânsito dos caminhões-tanque, com a necessária escolta policial. Nesse caso, a multa diária pode ser de R$ 5.000.
A manifestação foi motivada pela indignação de motoristas e entidades ligadas ao setor sobre, o que classificaram como “abuso” da Prefeitura em restringir o acesso a Marginal Tietê por nove horas, numa carga horária de 11 horas, sem que haja nenhuma alternativa viável de rota. Com a restrição, os caminhões estão proibidos de rodar em vias do minianel viário, como a Marginal do Rio Tietê, e as avenidas Marquês de São Vicente e Salim Farah Maluf, das 5h às 9h, e entre 17h e 22h, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, a proibição vale das 10h às 14h. Em caso de desrespeito, os caminhões ficam sujeitos a multa de R$ 85,12 e quatro pontos na carteira de habilitação.