Por João Geraldo
Fotos Alexandre Andrade
Ficou para trás o tempo em que o adjetivo “bruto” fazia justiça ao caminhão. Hoje em dia, essa referência só tem sentido quando se trata da frota que necessita urgentemente de renovação. Os novos veículos de carga – de qualquer porte e até mesmo os modelos mais simples – estão longe de merecer tal tratamento. Pelo contrário, se tornam a cada ano mais próximos dos automóveis de passeio em relação ao nível de conforto, segurança e eficiência.

A equipe da Revista O Carreteiro rodou com uma unidade cedida pela fábrica – carregada com 17 toneladas de carga útil – e constatou que o modelo reúne os requisitos necessários para brigar na faixa de carga que responde por mais de 30% do mercado brasileiro de caminhões.


O painel de instrumentos é de fácil leitura e apresenta boa visibilidade através do volante de direção com quatro raios e diâmetro razoável de boa “pega”. Outro ponto positivo que merece destaque é a dirigibilidade, tanto em razão do ajuste perfeito dos componentes mecânicos quanto pela sobra de potência do motor.
A sensação agradável e segura se deve também à caixa de transmissão automatizada G-211 – que também disponibiliza o modo manual – e à sincronização do segundo eixo direcional com o eixo dianteiro. Tanto o segundo eixo direcional quanto o traseiro são eleváveis, uma opção para economizar pneus quando o caminhão vai rodar vazio. O veículo é disponibilizado também com a caixa G-131, uma unidade manual de nove velocidades.

O modelo encontra melhor aplicação no transporte de curtas distâncias (entre municípios) e também em tiros mais longos em rotas rodoviárias. No entanto, é também um caminhão que – considerando seu porte – apresenta grande agilidade em circuitos urbanos em operações mais comuns à atacadistas e diferentes tipos de distribuidores.
Lançado no segundo semestre do ano passado, o veículo marcou a estreia da Mercedes-Benz no segmento e também chegou para ser o carro-chefe da família Atego, a qual conta ainda com o médio 1419 e os semipesados 1719, 1726, 1729, 2426 6X2, 2430 6X2 e 6X4 e Atego 3026 8X2. Assim como toda a linha Atego, o 3030 8X2 pode ser equipado com quatro opções de cabine (Standard, Estendida, e Leito teto alto e Leito teto baixo).
| FICHA TÉCNICA | |
| Trem de força | |
| Motor | MB OM 926 LA de 7,2 litros |
| Potência máxima | 286cv a 2.200 rpm (210Kw) |
| Torque Máximo | 1.250Nm (127mkgf) 1100 a 1.200 rpm |
| Transmissão | MB G 211-12 -Automatizada |
| Nº de marchas | 12 sem anéis sincronizadores |
| Tomada de força | MB NA 121-1b (opcional) |
| Embreagem | Monodisco, diâmetro 430mm |
| Eixos traseiros | |
| Tipo | MB HL4-NR4 |
| Relação | i=3,58 (43:12) (caixa MB G 211-12) |
| Chassi | |
| Tipo | Quadro reto, sem emenda atrás da cabine |
| Suspensão Dianteira | Molas parabólicas com amortecedores telescópicos de dupla ação e barra estabilizadora |
| Suspensão traseira | Tipo balancim, com molas trapezoidais e suspensor |
| Tanque de diesel | 210 litros (opção para 1 ou 2 de 315 litros cada) |
| Tanque de Arla32 | 35 litros |
| Pneus | 275/80R22.5 |
| Freios de serviço | Tambor |
| De estacionamento | Câmara de mola acumuladora (pneumático) |
| Freio auxiliar | Convencional + Top Brake |






